Quinta, 04 de Junho de 2020

O futuro é elétrico

white and black Chevrolet Camaro
Foto do perfil frontal do Cupra E Racer na feira IAA em Frankfurt - Fonte: Unsplash

O futuro é elétrico. Menos emissões e mais performance mostram grandes vantagens para o nicho dos superesportivos. Fabricantes como Porsche, Audi, Aston Martin e Tesla vem dando atenção especial a esse mercado com carros que são verdadeiras obras de arte da engenharia.

Devido ao torque instantâneo fornecido pelos motores elétricos, problemas de “turbo-lag” são eliminados, permitindo maior aceleração e tempos de 0-100 km/h menores, tornando a tecnologia dos pneus o gargalo na performance. Em condições de altas velocidades, os superesportivos são submetidos a altas cargas dinâmicas, da ordem de toneladas, as quais se não forem abordadas da maneira correta, também afetam negativamente a performance do veículo. Diminuir o arrasto aerodinâmico e aumentar o “downforce” são essenciais nesses tipos de veículos.

Outro grande limitante de performance dos superesportivos elétricos é o superaquecimento das baterias, o que torna fundamental que sejam analisadas formas de se dissipar esse calor a fim de estender o tempo de operação em potência máxima e se alcance a maior velocidade possível.

Tradicionalmente, esses processos de otimização térmica e aerodinâmica ocorrem por meio de testes e experimentos em túneis de vento, que são custosos e demorados. Com o aumento do poder computacional, entretanto, os métodos numéricos de engenharia foram ganhando mais relevância e permitem, nos dias de hoje, que esses problemas sejam resolvidos por meio do CFD, ou dinâmica de fluidos computacional, e de outras ferramentas de simulação, reduzindo muito o custo e o ciclo de desenvolvimento, permitindo que se analise o problema de uma forma mais detalhada e direcionando os testes aerodinâmicos.

O CFD se tornou um aliado tão forte, que em competições como a Fórmula 1, foram necessárias regulamentações limitando o poder de processamento das equipes e o tempo para as simulações em 30 TFlops e 30 horas, como forma de conter os custos crescentes com essa tecnologia e permitir o fairplay.

Se você precisa de ajuda em seu projeto, seja ele em desenvolvimento, otimização ou investigação de falha, fale com a gente. Nós juntamos engenharia tradicional com simulação para resolver seu problema.

 

 

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